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Ingleses precoces

Ninguém ainda parece ter dúvidas de que o título da Fórmula 1 deste ano será de Lewis Hamilton (22), o garoto-prodígio da McLaren que conquistou o mundo logo em sua estréia na principal categoria do automobilismo. Assim como não dá pra negar que os Arctic Monkeys (entre 21 e 22 anos) chegaram ao topo da música pop nos anos 00 (essa era ainda um tanto indefinida...), ocupando o posto que foi do Nirvana nos anos 90 e dos Smiths nos 80. Em comum entre eles, muito mais do que o país de origem e a pouca idade.
Badalação, fama, o topo do mundo: nada disso abala os ingleses. Depois de escapar de punição no GP do Japão, Hamilton disse estar tranqüilo para a corrida na China, em que poderá sagrar-se campeão antecipadamente. Sua reação antes da prova era de quem estava diante de um compromisso formal. Agora veja a empolgação do guitarrista Jamie Cook sobre os shows que os Monkeys farão no Brasil, durante o Tim Festival: “é...estou animado”, disse à revista Época. “Eu só vou lá e toco, entende? (...) É só diversão”, completou.
Mas como acusar de frieza quem canta versos como “eles devem usar seus rebooks clássicos (...) mas essa não é a questão, a questão é que não existe mais romance por ali” – trecho de “A Certain Romance”, do primeiro álbum da banda, Whatever People Say I Am, That's What I'm Not? Ou então, como deixar de aplaudir o garoto negro e pobre que chegou ao topo do esporte mais elitista do mundo?
2007, definitivamente, é o ano dos ingleses.
Escrito por Danton Boattini Jr às 15h25
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