“Pós panki” de protesto

Surgida na década de 1990, numa oficina de aparelhos eletrônicos, a gatorra se transformou no que há de mais hype na música atual. O instrumento é uma mistura de bateria eletrônica e sintetizador em formato de guitarra, que já foi requisitado por bandas como Cansei de Ser Sexy e Franz Ferdinand. O responsável pela engenhoca é o técnico de som Antônio Carlos Corrêa de Moura, 55 anos, natural de Esteio (RS), que atende pelo nome de Tony da Gatorra.
Em 2005, Tony lançou o CD Só Protesto. Sua música, que ele define como “‘pós panki’ de protesto”, contém mensagens de apoio aos sem-terra e contra a violência. “Nós somos cúmplices”, canta em “Assassino”. "A droga que mais mata no Brasil é a fome, presidente", segue em "Droga Fatal". "O resto é opção", conclui. Em entrevista por e-mail, Tony conta que, muito mais que um instrumento exótico, a gatorra é uma ferramenta de manifestação das massas. Só ouvindo para crer!
Como surgiu a gatorra?
A gatorra começou em 1996. Ela começou com a vontade de dizer o que milhões de brasileiros gostariam de falar, que os políticos no Brasil não passam de mercenários, oportunistas e covardes.
Como você classifica ou seu estilo musical?
Meu estilo musical é “pós panki”.
Quando começou a fazer música?
As músicas começaram em 1998.
Tem feito muitos shows?
Estou indo em julho para a Escócia num festival e depois estarei em Londres. Em maio serão lançados CD e DVD.
Para ouvir o Tony e sua gatorra, acesse http://tramavirtual.uol.com.br/artista.jsp?id=16832
Escrito por Danton Boattini Jr às 11h41
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